julho 19, 2018

Once upon a time...

Once upon a time there was a girl, just like any other girl... Or not.
She grew up believing in true love, is cosmic energies, that everything happened for a reason, that people who are meant to be together end up together.
She had a few crushes, oh yes, she did, but couldn't say any of them was real love.

Not until the day she met someone she thought was her soul mate. It was too perfect, he looked perfect, their likes matched in most things, they understood each other, they made plans, they completed each other... or so she thought. After 4 years of dedication, commitment, passion and all she could give him, she was left with nothing. Nothing but a broken heart.

It wasn't easy to deal with low self-esteem and the firm belief that what could've gone wrong did so because of her. She needed years to recover, to glue back the pieces of her heart, to build up a wall to protect her from all harm, to change her mind about herself and what happened, to start believing she wasn't the villain in this story, that she was enough, that she even was too good for him. YEARS.

She told herself she wouldn't allow anyone to hurt her again the way she had been hurt by him. That she wouldn't allow anyone to get close enough to even try. She firmly believed all that, and that by shielding herself from love, she couldn't be hurt anymore.

She was wrong. Oh so wrong.
Six years ago she came across a man. It could be anyone, but no... His soul sparkled like no other ever did. His eyes... a complete recognition. They became friends. As time went by she tried to deny her feelings and the notion that it was meant to be. That he was the one. The one she'd be waiting for her whole life. The twin soul, the soulmate, whatever people like to call it these days. The way he looked at her, the way he touched her, the way he talked to her, evrything made her believe. Still... She was afraid to be rejected.

She wasn't. After a few long talks things came out. It seemed there were shared feelings, the notion of the cosmic recognition, the spark. But she was too late. Probably 7 or 8 years too late. He was committed to someone else. He had a family.

After all that happened she still believed that people who are meant to be together should stay together no matter what. So she said she'd wait for him, she'd give him time to settle things in his mind, in his heart, because she was sure he'd choose her.

She was wrong. Oh so wrong.
He never did.
A year passed and things got worse. All the things he denied her (coffee break, lunch, going to the cinema - even as just friends), she saw him doing some of that with others... not exactly his family... just others.
So once again she thought she wasn't worth it, that she would never be worth it.
She tried to stop her mind from going further on that thought. She couldn't be the one to blame, she was sure about her feelings, she told the truth from the very beginning.

She now wonders if any of his words about his feelings for her, about the cosmic recognition were even true, or if he just liked the attention he had for a while, until something (someone) more interesting came along.

She's once again left with a broken heart, shattered to pieces. She's trying to glue it behind high walls, so no one can reach her ever again. Because it hurts too much to allow it once more.

Once upon a time this girl believed in true love, in destiny, in meant to be... now she believes in a stone heart and thick walls, never to be torn down again.

image by: berkozturk

julho 22, 2017

Associação EntreGatos

Estamos no Verão.
Muitos já só estarão a pensar nas férias que vão ter, nos mergulhos refrescantes, no convívio, nas viagens. E os patudos, estão nos vossos pensamentos?

Esta é aquela época do ano em que vemos crescer um acto tão desumano como é o abandono daqueles que nos dão tudo incondicionalmente.

Os animais não são objectos, coisas, possessões ou luxo, são amigos para a vida, são seres vivos que têm sentimentos, que têm fome, que têm sede, e que querem um abrigo.

Hoje trago-vos  a Entre Gatos.

Chegou ao meu conhecimento que esta associação, que recebe gatos de todo o país, está a precisar de ajuda. Infelizmente, os patudos continuam a chegar e eles, felizmente, continuam a acolhê-los. É simultaneamente uma boa e uma má situação. Má porque significa que não há controlo das colónias ou que as pessoas que têm gatos a seu cargo não os esterilizam, boa porque ainda existem corações enormes dispostos a ajudar e a recolher e fazer de tudo por estes inocentes que são rejeitados, postos de parte, abandonados...

Eles precisam de todos nós para continuarem a fazer a diferença. Precisam de comida para alimentar os patudinhos, areia para as liteiras, pipetas para as pulgas, desparasitante, tudo o que possam / queiram dar e que possa ajudar. Existem também contas para pagar - afinal de contas, nenhum refúgio de animais sobrevive sem água e luz para os mais diversos cuidados / afazeres. Se preferirem podem também contribuir através de transferência bancária (IBAN: PT50.0036.0209.99100074134.17 - Montepio Geral)

Acredito que todos os patudinhos vão agradecer todo o vosso apoio e contributo.
Visitem a página desta associação para mais informações: EntreGatos

Ajudem a ajudar.
Obrigada :)

junho 25, 2017

Mini-férias no Alentejo: À descoberta de um pequeno paraíso

Este ano queria fazer algo diferente...
O aniversário do meu pai foi apenas o ponto de partida para uma pequena aventura.
Quem nos conhece, sabe, que o meu pai adora o Alentejo, ou não fosse ele próprio alentejano. No entanto, pelos mais diversos motivos que a vida nos apresenta, há muito que lá não íamos - motivo mais que suficiente para me lembrar de lhe oferecer uma estadia de 3 noites no Alentejo, mas onde?

Foi assim que tudo começou.
O Alentejo é vasto e apresena zonas tão distintas e ricas cultural e gastronomicamente que foi difícil decidir. Lembrei-me que ele nunca tinha visto o Alqueva, esse grande lago artificial que tem andado nas bocas de meio mundo. Sabia que ele ia gostar da ideia e mais... quis a sorte (ou outra qualquer energia) que este ano fosse inaugurada a primeira praia fluvial no Alqueva, em margens portuguesas.
Tendo o Alqueva e a sua praia fluvial como objectivo, comecei a tratar de tudo o resto... onde ficar, onde comer, o que fazer e o que ver. Mais uma vez, a variedade e quantidade são tantas que difícil é escolher tendo em conta o tempo que lá iríamos estar. Procurei nas redondezas um alojamento que fosse típico, não demasiado caro e que, preferencialmente tivesse piscina (o Verão no Alentejo é extremamente quente, para mais se estivermos no interior).

De todos os lugares que vi, houve 2 que se destacaram. Avancei com reserva para um deles: a Herdade dos Barros (em Terena, concelho do Alandroal). A informação que obtive da herdade era parca, essencialmente uma breve descrição, algumas fotos e, factor decisivo, muitas reviews, quase todas elas excelentes.

Devo dizer que o tempo que passei na Herdade não ficou, em nada, aquém do que tinha lido de outras pessoas que por lá tinham passado.Pelo contrário, acho que superou as expectativas.

A casa é de traça típica e toda a decoração, embora simples, demonstra as raízes e costumes da terra. O quarto é espaçoso, imaculadamente limpo; as camas confortáveis e o ar-condicionado acabou por se mostrar essencial (tivemos temperaturas a rondar os 40ºC). A piscina, de dimensão média, é limpa diariamente, rodeada por relva e por algumas espreguiçadeiras - o ideal para um dia de sol, mergulhos e sossego. O pequeno-almoço é continental e não é buffet. Contudo, não pensem que isso significa que é pior ou que servem menor quantidade. Nada disso. Todos os dias tínhamos na nossa mesa pão alentejano (devidamente fatiado), queijo flamengo, fiambre, manteigas, queijo fresco, fruta da época, sumo de laranja, café, leite, croissants / pãezinhos de leite e bolinhos secos (ou bolo de fatia).
No restaurante são servidos pratos típicos alentejanos, feitos pela mãe do proprietário, a dona Rosário, que, diga-se de passagem, é uma cozinheira de mão cheia, além da simpatia e cuidado com que trata os hóspedes. Por sua vez, o proprietário, o Rui, é também muito simpático e prestável, sempre com um sorriso pronto e uma dica divertida, fazendo-nos sentir verdadeiramente em casa e à vontade.


A cerca de 100m encontra-se uma pequena barragem - Lucefécit - onde se podem fazer umas belas caminhadas e tirar boas fotos.


Como referi, o pretexto para a elaboração desta viagem foi o Alqueva. Eis que no dia seguinte à nossa chegada rumámos a Monsaraz para experimentar a mais recente atracção da terra - a praia fluvial. Muito limpa, com bastante vigilância, boas infra-estruturas e os acessos estão devidamente indicados. Pontos menos positivos: a areia grossa (que são mais pedrinhas que areia) e a quantidade de pedras dentro de água - podem tornar-se incómodas se não levarmos calçado aquático.
Conselho: levar protector solar e chapéu ou arriscam-se a um valente escaldão.


Naquela região há muito para ver e vale bem a pena visitar as vilas medievais ao longo do Alqueva: Alandroal, Juromenha, Terena e Monsaraz. As vilas conservam os seus castelos (alguns em melhor estado de conservação que outros), as casinhas típicas e dentro das muralhas encontram restaurantes típicos com excelente comida (pelo menos no Alandroal e em Monsaraz, os quais pude comprovar).

 


E não podemos falar em Alentejo sem falar em vinho. Sim, também houve uma visita a uma herdade vinícola com direito a prova de vinhos - a Herdade da Ervideira. A visita é divertida, com uma explicação simples, mas completa de todo o processo e diferenças entre os vinhos. Os vinhos, esses, são excelentes e, alguns, únicos no mercado. Durante a prova vão poder comprovar isso mesmo. Destaque para o "invisível" e para o "vinho d'água". Soa-vos estranho? Façam a visita, provem os vinhos e vão ver que fará todo o sentido.

 

Em suma, foram 3 dias (o 4º dia foi dia de regresso, pelo que não há muito a contar) muito bem passados, regados com bom vinho, acamados com boa comida, rodeada de pessoas genuínas, que têm a arte de bem receber no sangue e a descobrir um pequeno paraíso onde garantidamente pretendo regressar.

Por último o meu mais sincero obrigada ao "staff" da Herdade dos Barros (Rui e dona Rosário), pela simpatia com que nos receberam, por estarem sempre disponíveis e preocupados em fazer da  nossa estadia nada menos que perfeita. O meu obrigada também à Joana (a nossa guia na Herdade da Ervideira) pela paciência, simpatia e boa disposição, assim como à Sandra (Ervideira wine shop em Monsaraz) pelo sentido de humor e simpatia com que nos recebeu.

abril 22, 2017

O Feitiço da Moura - será que temos capa?

Durante meses pesquisei bancos de imagem à procura de uma que se adequasse, que representasse nem que fosse uma pequena parte do que escrevi.
Tinha uma ideia muito própria do que queria e nenhuma imagem se aproximava sequer do que tinha em mente.
Hoje, por mero acaso, ou não, decidi dar nova oportunidade à pesquisa e, embora não seja exactamente o que tinha imaginado, eis que me apaixonei por esta imagem e fiz um teste.

Será que temos finalmente a capa para O Feitiço da Moura?